Brasil de tantas artes nas letras sedução

janeiro 5th, 2009 by Vitor Corrêa Marques | 12 Comments | Filed in Poesia

G.R.E.S. Vila IsabelCom o carnaval chegando, muito samba e alegria no ar, nada mais justo que escrever um poema sobre essa arte, que faz parte da nossa cultura e cativa milhões de pessoas pelo país/mundo a fora.

Inspiração para escrever um poema sobre samba/carnaval é o que não falta, difícil é retratar em poucas palavras o significado desta festa que é o carnaval.

Obrigado pela atenção e espero que consiga envolver, vocês leitores, na magia do carnaval.

samba é sina
samba encanta e fascina
leva alegria e folia
nas mais belas faces da magia…
e na magia do pé, o povo se liberta
no samba que passa
encontra acumulada a euforia de um ano inteiro
em meio de tanta graça
samba encanta
faz sorrir e chorar
derrama o pranto de alegria
guardado do sofrimento de cada dia
samba procura aprouver
sem opoiar nem esquecer
que a raiz é seu lugar
com a melodia que te faz sonhar
samba traz resiliência
do pobre trabalhador
que batalha todo dia
pra viver a alegria do carnaval
e assim…
a mulata nao ectasiada
solta sua beleza na passarela
tornando a noite mais bela
inundando os olhos de alegria
e todo o povo se contagia
na esperança de um dia
ver de novo o carnaval passar
com a mesma simpatia

Vitor Corrêa Marques

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Os dois lados da moeda

outubro 12th, 2008 by Vitor Corrêa Marques | 4 Comments | Filed in Poesia

O poema que postarei hoje é antigo, entretanto, assim como vocês observarão, em forma de cicatriz fica marcada uma fase ruim. No último post a felicidade era o ponto alto da minha escrita e não achei justo deixar de lado a outra metade. Escrevi então esse pequeno texto para retratar como nossos sentidos ficam nos momentos de desespero, como as cicatrizes ficam marcadas em nossos corações, mas que certamente não são simples marcas, são aprendizados, erros cometidos sensações ruins que vivemos e procuramos não vivenciar novamente. Assim sendo, é preciso ter calma, muito auto-controle nos momentos em que nossas mentes não param de falar.

Então simplesmente apreciem mais um de meus poemas e espero que esse em especial sirva de reflexão para vocês.

SENTIDOS

De manhã eu olho nos seus olhos
sinto o gosto do seu beijo
na minha mente eu te idealizo
em minha volta eu não te vejo

o desespero toma conta
a minha mente ensurdece, meus ouvidos ficam mudos
da minha boca não sai um olhar
da minha mente não sai uma palavra

meu coração está confuso
finge não saber o que quer mas sabe fingir que não quer
e quando a noite chega,  penso logo na escuridão…
daí surge uma luz, um momento inexplicável

a vontade de fazer o bem cala meus sentidos
que antes confusos agora estão alinhados
a mágoa e o rancor sumiram
mas a ferida ficou, mesmo que só para dizer que passou

e essa mesma ferida que se abriu em um dia
agora está para sempre em forma de cicatriz
para quando você acordar, lembrar do passado pensar no futuro
e poder dizer no presente

eu superei.

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A arte de ser feliz

setembro 9th, 2008 by Vitor Corrêa Marques | 11 Comments | Filed in Poesia

Como já está ficando de costume, gostaria de escrever uma prévia do poema por vir e, de onde surgiu a inspiraçío para o próprio. Esse ano saí­ com minha mãe para distribuirmos comida aos moradores de rua. Entregando as quentinhas pensei: “e se no final tivermos só duas quentinhas para 3 pessoas?” Calei-me e continuei a entrega. No final ocorreu a situação imaginada, como um sinal. Uma quentinha na minha mão e outra na mão da minha mãe, um morador se aproximou e eu prontamente ofereci a refeição, porém para minha surpresa ele recusou e dirigiu exatamente tais palavras: “irmão, ali atrás tem uma moça com 3 crianças pequenas, pode dar lá pra ela”. As duas quentinhas foram destinadas à moça e suas 3 crianças e ao chegar perto me tocou mais ainda a reação de um pequeno menino ao gritar: “EBA, COMIDA!!”

A outra parte da inspiração veio hoje com o filme “Freedom writers”, que fala basicamente de jovens que têm suas vidas embebidas por problemas, e mesmo com tais dificuldades encontram uma solução para terem forças e sempre fazer o que é certo.

Freedom Writers

Medo de escrever, sorrir, viver
já dizia o poeta ‘ser ou nao ser’
descobrir, superar, saber lidar
retroceder ou tentar?

somos felizes
só não descobrimos ainda
em um mundo de desigualdades
vivendo onde se vive
nem tudo está perdido

algazarras e tolices
desprendendo ódio em guerras
fazemos a vida valer a pena?
e mesmo com todos os problemas
o bem, ainda é a certeza mais certa

em momentos de depressí£o
você não consegue ver a felicidade
em meio de tanta revolta urbana
surge o sinal de irmandade

leva-te toda a tristeza
algo meio irracional
de quem está vivo
faz-me refletir na beleza

e agora que refletiu, quem diria
você ainda pensava que nada tinha
e mal poderia imaginar alguém no mundo
que faria de um tudo
para estar no seu lugar

então antes de reclamar da vida
pense e sinta
Somos felizes
só precisamos descobrir uma saí­da

Vitor Corrêa Marques

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Diamante jóia rara

setembro 6th, 2008 by Vitor Corrêa Marques | 10 Comments | Filed in Poesia

DiamandaAntes de postar meu próximo poema, gostaria de explicar um pouco que seja, sobre cada pensamento meu antes de escrever meus textos. Este em particular foi um dos mais fáceis e rápidos que eu escrevi e, certamente, um dos mais bonitos. Para melhor entendimento do poema, explicarei um pouco a história de dois amigos muito especiais: Diogo e Amanda (pentelha), que são o alvo de tal inspiração.

Diogo e Amanda se conheceram numa noite no Downtown em uma carona descontraí­da até o local. Ela estava a procura de um namorado sério e um pouco depressiva com as chances que apareciam. Ele em busca de uma menina meiga, nunca muito preocupado em relação a mulheres, pelo menos não transparecia tal preocupaçao, sempre muito feliz, como se fosse certa a chegada de alguém para a sua vida.

Eu entro nessa história só como canal de comunicação desse lindo namoro que já vai completar 6 meses. Depois de um bom perí­odo de felicidade, Diogo teve a notí­cia que iria se mudar para Brasí­lia com sua famí­lia, e certa tristeza passou a rondar o casal apaixonado, agora preocupado com seu futuro.

Banhado de aflição que afetará dois amigos queridos, surge uma inspiração, uma vontade de fazê-los ficarem bem. Antes de deitar-me numa noite como outra qualquer para dormir, perdi 5 minutos do meu sono e quando menos esperava, DIAMANDA nasceu.

Obs: Publiquei este poema no dia de hoje para parabenizar meu grande amigo Diogo que faz aniversário amanhã. Beijao boibrito.

DIAMANDA

Diamante, jóia rara que brilha intensamente e parece nunca se apagar.

Di e Amanda que não se separam
um segundo sequer sob a luz do luar.

Amor lindo, que dá gosto de se ver
mesmo que seja nos raros momentos tristes que se envolveram

E mesmo nesses momentos
que assombraram o futuro de duas pessoas que amo,
que se amam e sempre vão se amar,
a alegria não deixou de existir.
Alegria que eu quero para mim, quero para eles, quero para o mundo,
e por isso não deixarei escapar.

í‰ então que eu digo para o meu DIAMANDA:
- nunca hei de perdê-los!

Ver dois amigos apaixonados,
sem limites e sem receios
é uma prova de que tudo posso almejar

Falar de cada um não tem sentido para mim
Diogo e “Pentelha” são, agora, um só.

Então, escrevo de coração,
sem estar sob pressão e por pura espontaneidade,
que esse tal Diamanda sempre vai brilhar!

Seja perto, seja longe.
Seja aqui, seja acolá.
Diamante pode ser resistente, mas DIAMANDA é eterno…

E não são lágrimas de tristeza,
ou atitudes explosivas que vão acabar com esse sentimento.

Tudo com amor é superado,
e esse amor que vejo,
confesso nunca vi igual!
Então Diamanda, não deixe de brilhar!

Quando estiverem sozinhos de corpo,
olhem para a lua
que perde alguns instantes de sua eternidade para observá-los.

E tenham certeza de que DIAMANDA nunca irá se apagar!!!

Vitor Corrêa Marques

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Shenco: a origem do blog

setembro 4th, 2008 by Vitor Corrêa Marques | 6 Comments | Filed in Poesia

Criei esse blog pura e simplesmete para divulgar meus poemas. Se você, leitor, gosta de poemas ou pelo menos tentativa de fazê-los, junte-se e de sua sincera opnião sobre os meus.

Para um melhor entendimento dos leitores preciso esclarecer certas coisas antes de começar as publicações. Nunca fui de escrever, não gosto de português, pouco de literatura mas descobri que sei escrever algumas coisas que até me impressionam, por não saber de onde vem tais palavras, acredito que quem faz os poemas nao sou eu, e sim minhas inspiraçoes ou as pessoas que me inspiraram.

Nao explicarei a origem do nome do blog por completo, para nao limitar a imaginaçao de vocês pois um dos maiores pecados da humanidade é limitar a criação e a imaginação.

Esse nome “Shenco” surgiu na casa de um amigo meu, quando tinha meus 16 ou 17 anos. Jogando videogame, (tinha que ser jogo relacionado a esporte, minha vida toda é relacionada a esporte) fiquei com esse nome na memória e usei-o para outras coisas, com outros amigos. Tal nome fez marcas interessantes na minha vida como por exemplo o “shenco skateboard” (futura marca de skate criada por mim e um amigo) uma filosofia de vida onde grande parte do meu medo é superado pelo skate e todo o “stress” deixado de lado nas quedas. E como esse nome marcou e envolve a maioria das minhas amizades verdadeiras, resolvi homenagear meu blog com “Shenco”.

Já que falei de amigos, não poderia começar esse blog de outro jeito a não ser relacionando-o a minha família. Postarei aqui um dos meus melhores poemas feitos, com mais emoção certamente que cativou pessoas queridas e desconhecidas. Poema esse, inspirado em meus avós e suas histórias.

Não tenho muito o que falar, lendo o poema você descobre a proporção da importância e da interatividade de nossas vidas, e não só a vida minha e de meus avós, e sim, a vida da minha família em geral.

BODAS DE OURO

Amor?
Matrimonio, paixão, brigas, choros, risos
Amor
quem nos dias de hoje pode falar desses sentimentos?
Quem sabe o valor de um casamento?

De estar do lado da pessoa supostamente amada
Eu não faço a menor idéia
para mim, isso é um mundo desconhecido
mas existem ao menos duas pessoas que podem falar
ah se podem

duas pessoas do qual eu não viveria sem
que podem errar
mas que ao meu ver, até seus erros são perfeitos

estou referindo-me aos meus avós
que fizeram da vida, melodia
choraram e sorriram juntos 50 anos
isso mesmo  50 anos
viveram prantos  Tantos  Incontáveis encantos
e a beira do abismo
pularam juntos
levantaram  Talvez separados
mas justamente pra estender as mãos um ao outro

casamento de historias e glorias
contadas para os netos
que certamente guardarão em suas memórias
ahh que belas historias

aventuras, prazeres, loucuras
vontade de ter vivido junto
presenciado tão belos momentos
costumes, pessoas, pensamentos  tudo diferente

observar os fatos
viajar nas palavras ditas com alegria
imaginar os traços
nada de arrependimento só fantasia

fantasia real
vivida a cada momento
de um suspiro profundo
com tanto talento
é a minha reação ao terminar este poema
que comparado a brisa do vento
soprando o relento
começou com tantas perguntas
talvez sem resposta
acalentando o sentimento
de gente que se gosta
que habita meu pensamento
E construiu algo invejável
algo precioso

gente que nem ELES

meus tesouros
parabens meus avós

pelas bodas de ouro

Ass: Vô e Vó

porque essas palavras são somente cópia da inspiração que vocês me proporcionaram ao longo da vida

Vitor Corrêa Marques

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